Contato:

(71)3321-1713

Notícias

Publicado em 08/05/2018

A gestão da SE/BA e seus gestores não cumprem acordos com os trabalhadores


Depois de trinta e dois dias de greve, as instalações do CDD Cabula continuam precárias. Alguns dos riscos denunciados em novembro, não foram solucionados. Enquanto isso, a gestão não tem dado ouvido às queixas apresentadas.  No CDD São Caetano não é diferente. Após terem de abandonar o imóvel localizado no bairro de São Caetano, foram transferidos para o complexo Pirajá. Os trabalhadores passaram uma semana debaixo de árvores por falta de local para serem instalados. Em reunião com a gestão, foram feitas promessas que até hoje carece de cumprimento - instalação de micro-ondas, climatização da unidade e a reforma do anexo. Enquanto isso eles permanecem juntos com os trabalhadores do CDD Pirajá. Foram completamente esquecidos pela Superintendência. 

Os problemas no Complexo Pirajá se multiplicam, iluminação precária, muros e telhas quebrados, banheiros insuficientes e interditados, matos, infestação de mosquitos (possivelmente transmissores da Dengue, Zika e chikungunya) e ratos. O lugar está sem as mínimas condições de meio ambiente de trabalho, trazendo inclusive risco de contaminação para os funcionários. Com sintomas semelhantes a dengue, todavia, outras doenças podem ser transmitidas pelo mesmo mosquito causando: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, no caso da febre chikungunya, pode acometer as articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. Portanto, no caso dos carteiros, isso pode trazer consequências mais danosas ao desempenho das atividades.

Não podemos deixar de falar dos ratos encontrados no local que também transmitem doenças graves, como a leptospirose. 

Os ofícios já foram enviados, caso não haja solução, os trabalhadores estão prontos para a greve

Preocupados com a vida dos ecetistas, o Sincotelba já denunciou as precárias condições de trabalho que os funcionários são submetidos diariamente. Em março desse ano, a empresa se comprometeu no prazo de 30 dias a resolver os problemas do CDD Pirajá, e garantir as mínimas condições do meio ambiente de trabalho para os funcionários exercerem suas atividades. Porém a SE não cumpriu o acordo e até o momento nada se fez para resolver os problemas da unidade e nem começou a reforma do galpão que será implantado o CDD São Caetano. Uma vergonha!

Os trabalhadores do CDD São Caetano e Pirajá estão dispostos a paralisar suas atividades por tempo indeterminado por descumprimento do acordo.