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Publicado em 02/04/2018

Depois de anos atormentando os trabalhadores o presidente dos Correios anuncia sua saída



As reformas ministeriais políticas, característica de ano eleitoral, já começaram. De olho nas eleições, o presidente dos Correios, vai deixar o cargo em abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados do Estado de São Paulo. Não completou o tempo de um mandato (quatro anos), mas conseguiu, na pesquisa boca a boca entre os funcionários, o título de pior gestor que os Correios já teve. Desde a sua vinda em 2016, os trabalhadores amargam o peso de uma gestão cruel que se deleita na retirada de direitos. 

Durante os quase dois anos de gestão, o sucateamento da empresa ficou escancarado. A precarização das condições do meio ambiente de trabalho refletiu na queda da qualidade dos serviços oferecidos à população. Enquanto isso, a sobrecarga de trabalho por falta de contratação, empurravam cada vez mais os trabalhadores para as doenças ocupacionais. Pior que isso, sempre que aparecia na mídia, era para fazer declarações culpando os funcionários ou dando a ideia que o alto índice de absenteísmo era por preguiça. Suas ações na prática colocam a população a favor da privatização, alimentando uma imagem de empresa falida. Uma gestão marcada pela falta de transparência nas contas (principalmente em relação ao plano de saúde) e retirada de direitos dos empregados, enquanto mantinha os patrocínios nos esportes. Seus últimos atos no palco da sua representação como presidente da maior empresa pública do Brasil, inclui a alteração do acordo coletivo de trabalho em plena vigência e o pagamento de mensalidades e coparticipação no plano de saúde e futuramente a retirada dos pais.  

Para os trabalhadores, já vai tarde. Que suas maldades cheguem ao fim!