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Publicado em 08/09/2021

Dieese diz que privatização dos Correios é péssimo negócio para o país


Em nota sobre os Correios divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no dia 24/08, afirma que a privatização da estatal é um péssimo negócio para o Brasil, ou seja, uma previsão negativo baseada na avaliação do PL 591. Segundo a nota, os Correios conseguem atender satisfatoriamente todos os 5.570 municípios brasileiros, “não a razão para privatizar. Ao olharmos os dados não nos restam dúvidas de que seria um péssimo negócio para o Brasil. Afinal os Correios cumpre um papel social com eficiência, prestam o serviço com qualidade e ainda têm lucratividade. Ou seja, não há razão lógica para a operação”, afirma Maria de Fátima Lage Guerra, demógrafa e economista do Dieese.

Para a economista, a explicação para o avanço do projeto é puramente ideológica e não busca privilegiar o interesse público do Brasil. “É uma operação de cunho estritamente mercadológico, de oportunidades de negócios que se abrem para render lucros ao setor privado”, analisa.

As consequências do modelo de privatização dos Correios proposto atualmente pelo governo federal tendem a ser graves, segundo a entidade. Projeções de aumento nas tarifas dos serviços postais, ampliação da desigualdade social, crescimento do desemprego e redução de renda são apenas alguns dos temores elencados pelos economistas.

O principal alerta da entidade é sobre o efeito da privatização no qual prevalecerá apenas o critério de obtenção de lucro pelas operadoras, resultando ‘no pior cenário possível’ para o setor. “Sem os Correios, teríamos um desequilíbrio ainda maior no acesso de populações mais afastadas neste período crítico”, finaliza.

Os trabalhadores devem atuar nas redes sociais envolvendo os senadores com comentários pela manutenção Correios 100% público e de qualidade.