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Publicado em 15/05/2018

Fechamento de 513 agências e demissão de 5.300 trabalhadores contradiz anúncio de lucro da ECT


Depois de ter anunciado o fechamento de 513 agências e a demissão de 5.300 funcionários como parte da estratégia para sair da “crise”, o presidente da ECT, Carlos Fortner se contradiz na audiência pública ao divulgar que o balanço dos Correios indica lucro de R$ 667 milhões no ano passado. 

Em nota, a empresa atribui o resultado a uma série de medidas, como revisão de contratos, racionalização de custos com pessoal e de encargos sociais e a revisão do custeio do plano de saúde, além da otimização da rede de atendimento. Na prática é a retirada de direitos que se formou o “lucro da ECT”.

Por revisão de contratos, leia-se, falta de suprimentos das unidades, como uniformes, equipamentos de trabalho e produtos para as agências; Por racionalização de custos com pessoal e de encargos sociais, leia-se, suspensão das férias, desconto de tickets na greve; Por revisão do custeio do planos, em 2017 ainda não havia cobrança de mensalidade, logo, leia-se, falta de pagamento aos credenciados; Por otimização da rede de atendimentos, leia-se, fechamento de agências e fusão de CDDs. 

Na realidade, uma manobra contábil, o provisionamento futuro, ou seja, a reserva do pós emprego, conforme denúncia do membro do Conselho Administrativo, eleito pelos trabalhadores, Marcos César Alves da Silva.

Abram o olho - Não temos o que comemorar, no ano passado o presidente era Guilherme Campos, a política dele foi dizer que os trabalhadores eram os responsáveis pela precarização dos serviços. Infelizmente a política de enxugamento dos correios continua. Então não acredite em tudo o que a ECT anuncia. Agora a empresa diz que 2017 deu lucro, com a retirada de direitos. Em 2018, com a implantação do DDA em todos os CDDs e o fechamento de agências, o número de trabalhadores considerados excedentes ampliará e então a empresa executará a demissão motivada. A tática usada pela empresa é dividir para conquistar, a união e mobilização dos trabalhadores nos fortalece para a luta.