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Publicado em 22/05/2019

Nota da FENTECT sobre o fechamento de agências dos Correios



A ECT anunciou o fechamento de mais de 160 agências em todo o país em meio à discussão sobre a privatização da empresa, já defendida abertamente pelo ministro da Economia e o próprio Presidente da República. 

O presidente da empresa, general Juarez Cunha, no entanto, diz se opor à venda dos Correios, defendendo seu caráter público. Ao mesmo tempo sua gestão atua para além de fechar unidades e promover planos de desligamento voluntário, substituir carteiros motorizados por contratos terceirizados aos moldes da uberização, unidades dos Correios por postos dentro de comércios privados e terminais de autoatendimento nas agências.

O que restará, portanto, de patrimônio público? 

Se o único critério é o lucro, qual o custo dessa “modernização” e quem pagará por ela? O povo brasileiros e os trabalhadores dos Correios?

As medidas tomadas até aqui demonstram a falta de responsabilidade e o autoritarismo da atual gestão. Para além da falta de diálogo com a categoria, ainda querem impor um cenário de condições piores e aprofundamento do desemprego. A FENTECT repudia a privatização velada vendida como solução para problemas criados pelos próprios gestores. Os trabalhadores dos Correios não podem arcar com mais esta conta e por isso é preciso mobilizar e construir uma campanha salarial forte que priorize a luta contra a privatização e os ataques aos direitos históricos já conquistados. Nesse sentido a Federação se soma a todos os brasileiros que estão enfrentando a Reforma da Previdência e os cortes na educação para lutar contra o desmonte do Estado e o avanço do neoliberalismo sobre a cidadania e a política no Brasil.

FONTE FENTECT