A categoria foi surpreendida com a notícia de
alteração no PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) onde o conselho
administrativo da empresa aprovou a extinção do cargo de OTT (Operador de
Triagem e Transbordo). Uma decisão tomada sem nenhuma discussão com os
trabalhadores e seus representantes, em maio de 2017.

A medida se baseia na alteração do PCCS 2008,
que impôs a categoria um cargo amplo (agente de Correios), extinguindo vários
cargos, tais como: motorista, monitor postal, vigilantes, auxiliar de mecânica
e manutenção, entre outros. Na verdade, trata-se de uma medida de privatização
da empresa por setores.

Os trabalhadores vêm sofrendo com vários
ataques: proposta de mudança no custeio do plano de saúde no TST, demissões
motivadas (PDIA), sem concurso público, sucateamento, fechamentos de unidades,
desestruturação dos CEEs e agora, a extinção do cargo de OTT. Movimentos que
deixam claro a preparação dos Correios para a privatização.

A extinção do cargo de OTT abre as portas para
a implantação da reforma trabalhista, redução da jornada de trabalho com
redução de salários e contratação de mão de obra terceirizada. Antes de fazer
qualquer acordo com a empresa procure a direção do sindicato.

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