Os trabalhadores da região cacaueira têm amargado momentos difíceis. O Assédio Moral por parte dos gestores deixa pelo caminho pessoas estressadas e doentes. Agressões verbais, xingamento, ameaças constantes com abertura de SID e perseguição generalizada são alguns dos problemas enfrentados pela categoria.
Para se ter uma ideia, recentemente uma funcionária teve que entrar com ação na justiça para garantir a manutenção de seus direitos adquiridos e trabalhar “em paz”. A Região de Atendimento (REATE) mesmo sabendo que a trabalhadora é mãe de três filhos pequenos e vivia em uma localidade de difícil acesso/deslocamento, fez a transferência dela sem nenhuma justificativa, para uma unidade extremamente distante. Para piorar, tal localidade não tinha o transporte regular e durante meses, a empregada saia de madrugada para pegar uma carona com desconhecidos na BR. A volta era o mesmo sofrimento da ida e além de colocar a vida em risco, a rotina diária dela virou um pesadelo.
Ao invés de resolver o problema, a coordenação geral se empenhava em punir, sem considerar que o atraso na chegada à unidade foi provocado pela falta de organização e empatia e desrespeito ao outro. Tendo sido questionado pelos colegas, da REATE só veio uma resposta autoritária para dizer que quem mandava era ela e que a obrigação dos funcionários era só obedecer. Tal atitude é extremamente covarde e contrária ao que se espera de alguém que está na gestão de uma grande empresa como a ECT.
As arbitrariedades não pararam. Por exemplo, o gestor pune os trabalhadores simplesmente ao deixar o portão aberto. Na região é comum não ter segurança, mas a empresa contratou um olheiro para fiscalizar a entrada e saída dos funcionários, retirou a função dos carteiros motorizados e a quebra de caixa nas unidades agora é um sonho que não existe mais.
O Sincotelba orienta aos trabalhadores assediados a registrarem a denúncia no site dos Correios e encaminhar a cópia para acompanhamento da entidade. Todo o corpo jurídico do sindicato está à disposição dos que foram ameaçados.
Não sofra calado, denuncie os problemas da sua unidade. Seu sindicato trabalha para que seja cumprido seus direitos.
Juntos somos fortes!